DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de EWERTON DA SILVA FERREIRA apontando como coato… — HC HC 1026280
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura prática, a decisão é organizada para mostrar o que o STJ efetivamente registrou e quais dados devem ser conferidos antes de transportar o entendimento para uma situação cotidiana. O recorte processual é HC, julgado por Decisão terminativa ou acórdão publicado no Diário da Justiça, sob relatoria de ANTONIO SALDANHA PALHEIRO.
Para o cidadão, o ponto essencial é não tratar a ementa como uma regra automática: fatos, pedidos, fase processual e legislação aplicável precisam ser comparados com o caso concreto. Quando o julgamento repercutir em mobilidade, veículos, sanções ou direitos do condutor, essa conexão deve estar expressa no próprio texto oficial.
Pontos centrais da ementa
- DECISÃO Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de EWERTON DA SILVA FERREIRA apontando como coator o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO (Agravo de Execução Penal n.
- Depreende-se do feito que o paciente foi condenado à pena corporal de 14 anos de reclusão, pela prática do crime de homicídio qualificado, com término de cumprimento previsto, a princípio, para 22/6/2026 (e-STJ fl.
- Consta que ele foi promovido ao regime aberto e cometeu falta de natureza grave (prisão em flagrante e condenação pela prática do delito previsto no art.
- 28 da Lei de Drogas), motivo pelo qual regrediu para o regime semiaberto.
Resultado indicado
Requer seja concedida a ordem para deferir ao paciente a progressão ao regime aberto.
Tese jurídica registrada
Concedido em parte o Habeas Corpus de #{nome_da_parte} #{campo_livre_final} — Concedendo
Tema
10635
Ementa oficial
DECISÃO
Trata-se de habeas corpus impetrado em favor de EWERTON DA SILVA FERREIRA apontando como coator o TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO (Agravo de Execução Penal n. 2218884-88.2025.8.26.0000/50000 ).
Depreende-se do feito que o paciente foi condenado à pena corporal de 14 anos de reclusão, pela prática do crime de homicídio qualificado, com término de cumprimento previsto, a princípio, para 22/6/2026 (e-STJ fl. 25).
Consta que ele foi promovido ao regime aberto e cometeu falta de natureza grave (prisão em flagrante e condenação pela prática do delito previsto no art. 28 da Lei de Drogas), motivo pelo qual regrediu para o regime semiaberto. A defesa reiterou o pedido de progressão ao regime aberto, sobrevindo o ato coator que indeferiu o pedido e determinou a realização de exame criminológico (e-STJ fls. 420/421).
A Corte de origem negou provimento ao recurso, mantendo a determinação de realização do exame criminológico (e-STJ fls. 22/27).
Daí o presente writ, no qual alega a defesa que o paciente preenche os requisitos legais para a progressão ao regime aberto.
Sustenta, ainda, que a determinação de realização do exame criminológico carece de fundamentação idônea e que o acusado preenche o requisito subjetivo para concessão das benesses pretendidas. Destaca que a gravidade abstrata do delito e faltas disciplinares reabilitadas não podem obstar a progressão.
Requer seja concedida a ordem para deferir ao paciente a progressão ao regime aberto.
É o relatório.
Decido.
A questão posta a deslinde refere-se ao preenchimento do requisito subjetivo para a concessão de progressão de regime.
Com a redação dada ao art. 112 da Lei n. 7.210/1984 pela Lei n. 10.792 /2003, suprimiu-se a realização de exame criminológico como expediente obrigatório, mantendo-se apenas, como requisitos legais, o cumprimento de determinada fração da pena aplicada e o bom comportamento carcerário, a ser comprovado pelo diretor do estabelecimento.
Confira-se:
Art. 112. A pena privativa de liberdade será executada em forma progressiva com a transferência para regime menos rigoroso, a ser determinada pelo juiz, quando o preso tiver cumprido ao menos 1/6 (um sexto) da pena no regime anterior e ostentar bom comportamento carcerário, comprovado pelo diretor do estabelecimento, respeitadas as normas que vedam a progressão.
No caso dos autos, o Juízo de primeiro grau determinou a realização de exame criminológico em razão dos argumentos que ora transcrevo (e-STJ fl. 420):
O sentenciado cumpre pena por crime grave, homicídio qualificado.
Além disso, no caso, não se mostra razoável o simples
[trecho intermediário suprimido]
do requisito subjetivo, o Tribunal de origem extrapolou as exigências legais para criar óbice ao benefício, deixando de invocar elementos concretos recentes do curso da execução que pudessem afastar a decisão do Magistrado de piso.
Dos excertos colacionados, vê-se que as instâncias ordinárias levaram em conta apenas a gravidade abstrata do delito, o que, segundo os precedentes já citados, não constitui fundamentação idônea para negar a progressão de regime.
Dessa forma, não havendo fundamento que demonstre, efetivamente, o demérito do condenado para afastar o preenchimento do requisito subjetivo, deve ser reconhecida a ilegalidade do acórdão.
Ante o exposto, concedo em parte a ordem para determinar que o Juízo da execução aprecie o pedido de progressão, dispensada a realização de exame criminológico, ressalvada a possibilidade da existência de motivo superveniente que justifique a realização da perícia.
Publique-se. Intimem-se.
EMENTA
Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.