DIREITO PROCESSUAL PENAL — AgRg no HC 991297
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura prática, a decisão é organizada para mostrar o que o STJ efetivamente registrou e quais dados devem ser conferidos antes de transportar o entendimento para uma situação cotidiana. O recorte processual é AgRg no HC, julgado por QUINTA TURMA, sob relatoria de MESSOD AZULAY NETO.
Para o cidadão, o ponto essencial é não tratar a ementa como uma regra automática: fatos, pedidos, fase processual e legislação aplicável precisam ser comparados com o caso concreto. Quando o julgamento repercutir em mobilidade, veículos, sanções ou direitos do condutor, essa conexão deve estar expressa no próprio texto oficial.
Pontos centrais da ementa
- HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO.
- Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, por ser substitutivo de recurso próprio, em que se alegava ilegalidade na interceptação telefônica, ausência de fundamentação na exasperação da pena-base e aplicação da causa de aumento de pena no patamar de 1/2.
- A questão em discussão consiste em saber se há ilegalidade flagrante que justifique a concessão da ordem de habeas corpus de ofício, considerando a interceptação telefônica, a dosimetria da pena e a aplicação da causa de aumento de pena.
- A interceptação telefônica foi devidamente autorizada judicialmente, nos termos do art.
Resultado indicado
Agravo regimental desprovido.
Ementa oficial
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA. DOSIMETRIA DA PENA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental interposto contra decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, por ser substitutivo de recurso próprio, em que se alegava ilegalidade na interceptação telefônica, ausência de fundamentação na exasperação da pena-base e aplicação da causa de aumento de pena no patamar de 1/2. II. Questão em discussão 2. A questão em discussão consiste em saber se há ilegalidade flagrante que justifique a concessão da ordem de habeas corpus de ofício, considerando a interceptação telefônica, a dosimetria da pena e a aplicação da causa de aumento de pena. III. Razões de decidir 3. A interceptação telefônica foi devidamente autorizada judicialmente, nos termos do art. 5º da Lei n. 9.296/1996, sendo imprescindível para a obtenção das provas, não havendo ilegalidade. 4. A dosimetria da pena está inserida no âmbito de discricionariedade do julgador, e a valoração negativa dos antecedentes foi devidamente motivada, não havendo ilegalidade. 5. A aplicação da causa de aumento de pena no patamar de 1/2 está alinhada à jurisprudência, considerando a utilização de arma de fogo por organização criminosa, não havendo ilegalidade. IV. Dispositivo e tese 6. Agravo regimental desprovido. Tese de julgamento: "1. A interceptação telefônica autorizada judicialmente e imprescindível para a obtenção de provas não configura ilegalidade. 2. A dosimetria da pena, quando devidamente fundamentada, não enseja revisão em habeas corpus. 3. A aplicação da causa de aumento de pena no patamar de 1/2, em razão do uso de arma de fogo por organização criminosa, é legal e está alinhada à jurisprudência". Dispositivos relevantes citados: Lei n. 9.296/1996, art. 5º; Lei n. 12.850/2013, art. 2º, § 2º.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 738.224/SP, Rel. Min. Joel Ilan Paciornik, Quinta Turma, julgado em 12/12/2023; STJ, AgRg no AREsp 2.120.306/RN, Rel. Min. Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, julgado em 21/6/2022.
Referências legislativas
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Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.