DIREITO PROCESSUAL PENAL — AgRg no HC 972608
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura prática, a decisão é organizada para mostrar o que o STJ efetivamente registrou e quais dados devem ser conferidos antes de transportar o entendimento para uma situação cotidiana. O recorte processual é AgRg no HC, julgado por SEXTA TURMA, sob relatoria de OTÁVIO DE ALMEIDA TOLEDO (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJSP).
Para o cidadão, o ponto essencial é não tratar a ementa como uma regra automática: fatos, pedidos, fase processual e legislação aplicável precisam ser comparados com o caso concreto. Quando o julgamento repercutir em mobilidade, veículos, sanções ou direitos do condutor, essa conexão deve estar expressa no próprio texto oficial.
Pontos centrais da ementa
- PACIENTE POSTO EM LIBERDADE NO CURSO DO PROCESSO.
- Agravo regimental no habeas corpus interposto contra a decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, sustentando que a data-base para concessão de benefícios da execução deve ser a da primeira prisão.
- A discussão consiste em saber se a data-base para a concessão de benefícios na execução penal deve ser a data da primeira prisão, mesmo que esta não tenha perdurado durante todo o processo de conhecimento.
- A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça estabelece que, para a obtenção de futuros benefícios carcerários, deve ser considerada a data da última prisão, sob pena de se proclamar como pena efetivamente cumprida o período em que o apenado permaneceu em liberdade.
Resultado indicado
Agravo regimental não provido.
Ementa oficial
DIREITO PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. PACIENTE POSTO EM LIBERDADE NO CURSO DO PROCESSO. DATA-BASE PARA FINS DE BENEFÍCIOS. DATA DA ÚLTIMA PRISÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. I. Caso em exame 1. Agravo regimental no habeas corpus interposto contra a decisão monocrática que não conheceu do habeas corpus, sustentando que a data-base para concessão de benefícios da execução deve ser a da primeira prisão. II. Questão em discussão 2. A discussão consiste em saber se a data-base para a concessão de benefícios na execução penal deve ser a data da primeira prisão, mesmo que esta não tenha perdurado durante todo o processo de conhecimento. III. Razões de decidir 3. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça estabelece que, para a obtenção de futuros benefícios carcerários, deve ser considerada a data da última prisão, sob pena de se proclamar como pena efetivamente cumprida o período em que o apenado permaneceu em liberdade. 4. O entendimento da instância ordinária está em harmonia com a orientação jurisprudencial, pois, nos casos em que o apenado foi solto durante o curso do processo e é preso para iniciar o cumprimento de pena, a data da prisão preventiva não deve ser considerada como termo inicial para a obtenção de benefícios atinentes à execução da pena. 5. O recurso não apresentou argumentos novos capazes de alterar o entendimento anteriormente firmado. IV. Dispositivo e tese 6. Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: 1. Para a obtenção de futuros benefícios carcerários, deve ser considerada a data da última prisão. 2. A data da prisão preventiva não deve ser considerada como termo inicial para a obtenção de benefícios quando o apenado foi solto durante o curso do processo e preso para iniciar o cumprimento de pena. Dispositivos relevantes citados: Não há dispositivos legais específicos citados. Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC n. 756.257/GO, rel. Min. Jesuíno Rissato, Sexta Turma, julgado em 27/03/2023; STJ, AgRg no HC n. 898.807/PR, rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 20/05/2024; STJ, AgRg no HC n. 872.352/SC, rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 13/05/2024; STJ, AgRg no HC n. 840.942/RS, rel. Min. Jesuíno Rissato, Sexta Turma, julgado em 15/04/2024.
Referências legislativas
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Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.