DIREITO PENAL — AgRg no HC 928598
Análise documental baseada na ementa oficial do Superior Tribunal de Justiça, organizada para consulta e compreensão do precedente.
Comentário editorial
Nesta leitura prática, a decisão é organizada para mostrar o que o STJ efetivamente registrou e quais dados devem ser conferidos antes de transportar o entendimento para uma situação cotidiana. O recorte processual é AgRg no HC, julgado por SEXTA TURMA, sob relatoria de SEBASTIÃO REIS JÚNIOR.
Para o cidadão, o ponto essencial é não tratar a ementa como uma regra automática: fatos, pedidos, fase processual e legislação aplicável precisam ser comparados com o caso concreto. Quando o julgamento repercutir em mobilidade, veículos, sanções ou direitos do condutor, essa conexão deve estar expressa no próprio texto oficial.
Pontos centrais da ementa
- Agravo regimental interposto pelo Ministério Público de São Paulo contra decisão monocrática que concedeu ordem de habeas corpus para afastar a interpretação restritiva do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre a concessão de indulto natalino, conforme Decreto Presidencial n.
- O Tribunal a quo considerou a soma das penas em concreto para verificar o teto de 5 anos previsto no art.
- 5º do Decreto, enquanto a decisão agravada determinou que as penas máximas em abstrato devem ser consideradas individualmente.
- A questão em discussão consiste em saber se, para a concessão do indulto natalino, deve-se considerar a soma das penas em concreto ou as penas máximas em abstrato individualmente, conforme o Decreto Presidencial n.
Resultado indicado
Agravo regimental não provido.
Ementa oficial
DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL. INDULTO NATALINO. INTERPRETAÇÃO DE DECRETO PRESIDENCIAL. AGRAVO NÃO PROVIDO. I. Caso em exame1. Agravo regimental interposto pelo Ministério Público de São Paulo contra decisão monocrática que concedeu ordem de habeas corpus para afastar a interpretação restritiva do Tribunal de Justiça de São Paulo sobre a concessão de indulto natalino, conforme Decreto Presidencial n. 11.302/2022. 2. O Tribunal a quo considerou a soma das penas em concreto para verificar o teto de 5 anos previsto no art. 5º do Decreto, enquanto a decisão agravada determinou que as penas máximas em abstrato devem ser consideradas individualmente. II. Questão em discussão3. A questão em discussão consiste em saber se, para a concessão do indulto natalino, deve-se considerar a soma das penas em concreto ou as penas máximas em abstrato individualmente, conforme o Decreto Presidencial n. 11.302/2022. 4. Outra questão é se o Superior Tribunal de Justiça pode proceder à interpretação constitucional do dispositivo do decreto de indulto, à luz da competência do Supremo Tribunal Federal. III. Razões de decidir5. O Decreto Presidencial n. 11.302/2022, em seu art. 5º, determina que as penas máximas em abstrato devem ser consideradas individualmente para a concessão do indulto, não sendo possível utilizar a soma das penas unificadas para obstar a concessão. 6. O Superior Tribunal de Justiça não pode realizar controle de constitucionalidade de dispositivos do decreto de indulto, sob pena de usurpar a competência do Supremo Tribunal Federal. IV. Dispositivo e tese7. Agravo regimental não provido. Tese de julgamento: "1. Para a concessão do indulto natalino, as penas máximas em abstrato devem ser consideradas individualmente, conforme o Decreto Presidencial n. 11.302/2022. 2. O Superior Tribunal de Justiça não pode realizar controle de constitucionalidade de dispositivos do decreto de indulto." Dispositivos relevantes citados: Decreto Presidencial n. 11.302/2022, arts. 5º e 11.Jurisprudência relevante citada: STJ, AgRg no HC 856.053/SC, Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, DJe 7/3/2024; STJ, EDcl no RHC 164.616/GO, Rel. Min. Messod Azulay Neto, Quinta Turma, julgado em 17/4/2023, DJe 20/4/2023; STJ, AgRg no HC 846.928/SP, Rel. Min. Antonio Saldanha Palheiro, Sexta Turma, julgado em 13/5/2024, DJe 16/5/2024.
Referências legislativas
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Fonte e transparência
Conteúdo documental proveniente do conjunto oficial de dados abertos do STJ. Consulte também a pesquisa de jurisprudência do STJ e o arquivo oficial de origem deste registro.
Aviso: este material tem finalidade informativa e documental. Não constitui parecer jurídico nem garante aplicação do entendimento a outro processo.